A infinita jornada interior pela Evolução

Em nosso interior existem duas forças que ficam constantemente “batalhando” por nossas decisões, afetando nossa saúde física e mental.

Um delas representa a voz de nossas crenças limitantes que precisam ser superadas. E a outra, a voz infalível e onipresente de uma Sabedoria maior que a compreensão da lógica humana, que a todo instante tenta mostrar os acontecimentos e caminhos sob a ótica do amor, da paz e do respeito. Nos traz vergonha sem julgamentos pelos erros, e alegria sem vaidade pelos acertos.

Cada dia mais, percebo que a nossa vida se resume a compreender essas “vozes”, assumir nosso papel como eternos aprendizes e seguir aquela voz que sabemos que nos levará ao equilíbrio e harmonia conosco e com todas as formas de vida, e nos conduzirá adiante na infinita jornada de evolução que estamos apenas começando.

Primeira norma técnica para cidades sustentáveis é criada no Brasil

Primeira norma técnica para cidades sustentáveis do Brasil foi aprovada e publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em janeiro, a NBR ISO 37120:2017. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC 268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 foi coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica (Poli) da USP, Alex Abiko.

Segundo o professor, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities – Indicators for city services and quality of life. “Esses indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade.”

A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A primeira norma técnica para cidades sustentáveis contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, explica Abiko.

Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Engloba indicadores de diferentes áreas, tais como: economia, educação, energia, ambiente, finanças, serviços de emergência, saúde, lazer, segurança, resíduos, transportes, telecomunicações, água, planejamento urbano etc.

Empresas
Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil.

“Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a língua portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas.

Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos subnormais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE 268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar.

“É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

FONTE: Sustentarqui

 

Reiki agora é profissão. Mas isso é bom?

reiki-energia-cosmica
Iniciado por volta de 1800 no Japão, e chegando ao Brasil no início da década de 80, o Reiki acaba de ser regulamentado pelo Ministério do Trabalho como profissão. Está classificado como “atividades de práticas integrativas e complementares em saúde humana”, sob o código 8690-9/01 da CONCLA (Comissão Nacional de Classificação), órgão responsável pela classificação de profissões e ligado ao Ministério do Trabalho e ao IBGE.
Com isso, tornará mais fácil a contratação de reikianos por prefeituras, hospitais e instituições privadas. Em contra-partida, o reikiano deverá possuir todas as regulamentações profissionais, como alvará de licença e funcionamento emitido pela Secretaria da Fazenda, bem como recolher todos os impostos e tributos profissionais.
Para verificar a classificação do Reiko no CONCLA acesse : http://www.cnae.ibge.gov.br/ e digite o código 8690-9/01 no campo de busca.

MAS DEVE-SE COBRAR POR APLICAÇÃO DE REIKI?

Não há dúvidas de que esta regulamentação facilitará a entrada do Reiki em Hospitais, SUS e demais entidades governamentais/privadas, e neste aspecto devemos realmente comemorar esta notícia.

Quando cobra-se de um hospital ou governo a interpretação até pode ser outra, pois o dinheiro sairia da instituição e garantiria acesso (gratuito) ao Reiki pelas pessoas. Mas a cobrança direta individual apenas para a aplicação do Reiki (sem a associação com outra técnica/terapia) é realmente um tema polêmico e, em partes, pode ser explicado pelo “jargão” capitalista “tempo é dinheiro”, uma vez que entende-se que se alguém dedica seu tempo, deve ser remunerado por isso. Além disso, afirmam que deve-se pagar todos os valores para se manter o espaço, como aluguel, materiais, contas, etc.

É compreendido que a cobrança pela INICIAÇÃO nos níveis do Reiki é inquestionável, pois envolve criação de materiais didáticos, técnicas de ensino, a qual a atuação do Mestre poderia ser comparado com o trabalho de um professor. Porém, um Mestre Reiki não deve buscar enriquecer com iniciações. Existem muitos absurdos hoje com pessoas cobrando mais de R$ 2.000,00 para iniciações em Reiki.

Mas ao cobrar para APLICAR o reiki (sem associação com outras técnicas/terapias), será que não estamos nos distanciando no real propósito do Reiki ao colocar obstáculos para transmitir a energia cósmica universal, que recebemos gratuitamente do universo, sem nenhum esforço de estudo, dedicação ou empenho pessoal (a não ser a taxa cobrada para se iniciar)?

Para elucidar esta questão, vamos analisar a própria origem da palavra: REI = Passagem livre e KI = Energia vital. Ou seja, podemos dizer que em sua própria essência “Reiki” siginifica PASSAGEM LIVRE DA ENERGIA VITAL.

Segundo o dicionário “livre” pode ser entendido como: “Que não depende de outrem: que não necessita assumir qualquer compromisso para acessar/Que não sofre restrições/Não apresenta obstáculos”.

Realmente compreendo que devemos pagar pelas estruturas materiais, e penso que isso pode ser feito por terapias e atendimentos profissionais que seja fruto do estudo do terapeuta. Técnicas como radiestesia, massagem, acupuntura, constelação familiar, regressão, etc podem ser cobradas pois houve realmente esforço da pessoa em adquirir esse conhecimento, com estudo e dedicação pessoal. Mas o Reiki não…Recebemos gratuitamente das forças cósmicas, sem objetivos comerciais, mais sim altruísmo e caridade para com as pessoas e a evolução do mundo.

Penso que devemos compartilhar sua energia gratuitamente, pois não somos detentores de nada especial, não somos “gurus” da energia vital após nos formamos em Reiki…somos apenas canais para a expansão do desta energia livremente pelo mundo. Se a pessoa desejar cobrar pelo Reiki, deve associar a aplicação com qualquer outra técnica, sendo assim, o Reiki acaba sendo um “bônus” ou “extra”, onde o que se cobra realmente é a técnica ou terapia oferecida pelo profissional, e não o Reiki.

Sendo assim,  os rendimentos devem vir das atividades profissionais, a qual houve estudo, empenho e tempo para aperfeiçoar, melhorar e evoluir, e atuar com o Reiki de forma complementar, como a sua contribuição voluntária para o Bem. Podemos separar um período na agenda para aplicar gratuitamente o Reiki às pessoas necessitadas.

Fazer caridade é também uma responsabilidade de todos os terapeutas, especialmente aos que lidam com energias cósmicas. Não devemos querer ganhar só pelo fato de dedicarmos nosso tempo. E as pessoas que não podem pagar? Elas não tem direito ao Reiki? Imagine se todas as pessoas começassem a cobrar pelo Reiki, evitando assim o acesso pelas pessoas mais pobres, será que os Mestres Divinos gostariam dessa atitude? Este é o destino do Reiki? Ser uma atividade remunerada?

“A caridade é um exercício espiritual… Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.” – Chico Xavier

“Fora da caridade não há salvação.” Allan Kardec

O RISCO DOS APROVEITADORES

Por não haver uma regulamentação sobre quem pode ou não iniciar alguém em Reiki (e nem ser possível provar isso, pois envolve planos energéticos), essa regulamentação abre um risco muito sério de aproveitadores e charlatões se aproveitarem da situação, dizendo ser reikiano apenas por interesses financeiros.
Basta dar uma breve pesquisada no Youtube e você encontrará diversos vídeos de pessoas dizendo como é “lucrativa” a carreira como reikiano.
Por isso, devemos ficar muito espertos com quem cobra para aplicação do Reiki, investigando muito bem a sua índole e sentindo no coração e intuição a verdade por trás de suas intenções.

UM MUNDO DE DUALIDADES, O QUE É CERTO?

Uma mensagem enviada por Mestra em Reiki em conversa sobre o tema foi muito interessante, e gostaria de compartilhar com você:
“Quando conheci o Reiki há vinte anos atrás paguei caro pelo tratamento que me curou e me salvou de uma tragédia provavelmente….quando decidi me tornar reikiana níveis 1/2/3 paguei mais caro ainda…hoje dirijo um Núcleo de Reiki que atende as pessoas de forma voluntária (a 18 anos)….sem nenhum Ônus…. Portanto, penso que tudo é questão de necessidade e oportunidade…neste plano de dualidade habitado por nós o dinheiro é uma energia de troca extremamente necessária concorda? Não se preocupem…. Tudo está no seu lugar….Afinal “o que é certo e o que é errado?”
Esta atitude de “pagar para dar valor” é realidade em nosso mundo, e os benefícios do Reiki são aplicados a todos, pagando ou não.
A lição e aprendizado será sempre da pessoa que cobra com ambição e não de quem paga com esperança de cura. O que “não podemos” deixar é que o Reiki se torne uma técnica normalmente paga, onde atualmente a maioria é gratuita. Ou que as pessoas vejam o Reiki como uma oportunidade de ter dinheiro, e não como uma expressão de cura livre, universal e divina. 

O PROBLEMA DA FALTA DE REGULAMENTAÇÃO SOBRE A METODOLOGIA REIKI

Vamos refletir sobre uma questão, de fato o que é Reiki?
Vou reproduzir aqui um texto de Adilson Marques (asamar_sc@hotmail.com) que acho muito importante para o debate:
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“Na década de 1980 o Reiki começa a se difundir pelos EUA e Europa, chegando ao Brasil. Seu campo de difusão foi o “movimento Nova Era”. Acredita-se que o Reiki foi sistematizado por um monge chamado Mikao Usui. Porém, o reiki, como foi difundido, foi criado por uma norte-americana chamada Hawayo Takata, que se apresentava como a única mestra de Reiki no mundo, pois os demais capacitados por Usui estariam todos mortos. Seu sistema consiste em 18 posições fixas para imposição das mãos e é realizando em 3 níveis. 
No final da década de 1990, documentos encontrados no Japão demonstram que o método de Usui seria diferente daquele ensinado por Takata e que outros discípulos continuavam a seguir os seus ensinamentos. Assim, duas vertentes começam a contrapor no Ocidente: o “reiki tradicional”, centrado nos escritos de Usui, e o “reiki ocidental”, baseado nos ensinamentos da Takata.
E mesmo este último vai se transformando nas mãos de seus discípulos que criam o Reiki Tibetano, o Karuna Reiki e tantos outros sistemas. Hoje existem uma infinidade de sistemas que levam o nome Reiki: Rainbow Reiki, Seichin Reiki, Orixa Reiki, Osho Reiki, Reiki quântico etc.
Porém, apesar de tanta sandice, todos os sistemas funcionam uma vez que, a imposição das mãos, é algo universal e natural. Nenhuma mãe precisa ter certificação em reiki para colocar a mão sobre a barriga de seu filho e uma cólica passar, por exemplo. O chamado prâna, ou glóbulo de vitalidade, também chamado de “energia vital universal” está disponível de forma abundante no universo e técnicas simples, sem rituais ou mistificações, podem atrai-lo. 
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A atual regulamentação não esclarece qual sistema será adotado ou norteia sobre a metodologia que será adotada para se aplicar o Reiki. Se todos os formatos forem possíveis e legais, abrimos precedente para qualquer pessoa poder criar a sua “metodologia” Reiki sem nenhuma relação com a essência de cura universal da técnica.
Podemos ter a abertura de “centros de formação em Reiki”, com títulos auto-proclamados (como por exemplo “venha se tornar reikiano com o mestre reiki iniciado nas montanhas sagradas do Tibet…etc.) apenas para justificar o alto valor cobrado.
É realmente um tema muito complexo. Mas a aprovação do Reiki como profissão, apesar de á primeira vista, parecer algo muito positivo, pode representar riscos a essência desta técnica que veio para ajudar na ascensão do Bem no mundo.

MAS SE O REIKI É LIVRE, QUAIS DEVERIAM SER AS REGULAMENTAÇÕES?

Para que uma técnica de cura energética, como o Reiki, possa superar o rigor e normativas impostas pela medicina tradicional, e assim, expandir-se como política público, alcançando milhões de pessoas, é preciso haver regulamentações (ao menos para quem desejar aplicar Reiki em hospitais).

As regulamentações podem vir na forma de como realizar a aplicação, por exemplo, “o terapeuta Reiki deve impor as mãos, sem necessidade de contato físico, por 5 minutos em cada uma das 10 posições estabelecidas na Lei”. Ou também pode orientar sobre condutas incorretas, como alguns reikianos que dizem ser necessário aplicar de óleo no corpo (absolutamente desnecessário para o Reiki), ou até mesmo (o absurdo) pendem para o paciente retirar partes da roupa para receber Reiki (por sinal, essas duas práticas do óleo e retirada de roupa podem ser denunciados como abuso sexual).

Sendo assim, seria de suma importância a lei definir exatamente qual a metodologia Reiki deve ser adotada para ser aceita pelos hospitais e sistema SUS para evitar riscos que só colocaram em cheque a credibilidade do Reiki e dos profissionais que trabalham de forma séria, com responsabilidade, altruísmo e amor. 

Esperamos que este debate possa se ampliar em benefício de TODAS as técnicas de cura que vieram para contribuir com a elevação das consciências e cura interior da humanidade.

Como Funciona o Karma – Lei do Retorno

“Assim como semearmos, assim também colheremos”. A afirmação do mestre Jesus define a essência do significado do Karma, palavra originada no oriente (do sânscrito, “ação”) e utilizada como definição da chamada Lei do Retorno, como o ocidente tem denominado.

A explicação mais básica do Karma, é “Causa e Efeito”. A sabedoria de que não somos vítimas de um universo aleatório, mas co-criadores com Deus, que nos concedeu o Livre-Arbítrio, ou seja, o poder de podermos decidir e agir livremente sem a interferência direta dos planos metafísicos em nenhum aspecto de nossas vidas. Porém, o exercício do livre-arbítrio traz as consequências como resultado. E essas consequências são as origens dos aprendizados e das dádivas recebidas nesta vida.

Toda ação que realizamos, todo pensamento que temos, ou sentimentos que expressamos trazem consigo a origem dos acontecimentos que moldarão nossas vidas.

Muitas pessoas atualmente estão acordando para a necessidade de SER, e compreendendo que esta postura de ser responsável pela sua vida e compreender os próprios desafios como aprendizados (e não injustiça) é o único caminho realmente auto-sustentado, pleno e completo, a qual nenhum dinheiro, status ou poder é capaz de prover.

O KARMA PELAS MOTIVAÇÕES

Os nossos comportamentos no presente estão moldando o nosso futuro. Porém, o karma atua nas motivações por trás de cada ação que vivenciamos. Qualquer gesto ou ação no plano físico não anula a consequência das verdadeiras intenções que são expressadas apenas por nossos pensamentos e sentimentos, ocultos aos olhos humanos, mas não à natureza do Karma.

Para compreender esse fato, podemos analisar o caso de uma pessoa que é para os pobres ou fiéis um benfeitor, mas que em verdade só é assim, pois esta em busca de reconhecimento público, fama, respeito e poder, e não por alguma real preocupação ou motivação nobre de ajudar. Naturalmente, essa pessoa iria obter alguma “quantidade” de Karma positivo pelas ações praticadas, mas como a motivação é egoísta, o seu “saldo” de karma positivo seria limitado.

Compare essa pessoa com uma outra que luta com dificuldades pela satisfação na vida, mas que, lamentando de forma verdadeira a realidade de pessoas em piores condições, doa, recicla e contribui com o pouco que tem, de forma sincera. A motivação desta pessoa é pura e verdadeiramente altruísta, gerando assim grande “quantidade” de karma positivo.

Nossas vidas são regidas pelas energias que emitimos e não (apenas) pelos atos que praticamos. O conteúdo, e não a forma, é o que interessa para a evolução. Fazer o bem porque isso é certo (e necessário nestes tempos que vivemos) tem muito mais valor do que fazê-lo apenas para ter uma boa imagem aos olhos dos próprios pares e da sociedade.

Sendo assim, reflita sobre as reais motivações de tudo aquilo que você está realizando em seu dia-a-dia. Você realiza de bom coração? Ou esta sempre em revolta ou conflito mental com sua realidade? Quais são as origens desta revolta ou conflito? Examine-se em sua consciência. Aceitar os erros (e a vergonha interior por cometê-los) é o primeiro passo para o desenvolvimento da consciência do karma. Estamos todos em evolução, não somos perfeitos. Perdoe e busque melhorar sempre.

O KARMA E AS LIÇÕES DA VIDA

O karma é, portanto, o resultado de uma causa posta em ação por uma pessoa, um grupo de pessoas, uma cultura especifica ou, até mesmo, o planeta como um todo. É comum interpretar o Karma apenas como algo negativo, mas isso não está correto. O karma é simplesmente o efeito apropriado de uma causa, tanto positivo, quanto negativo, que existe para nos dirigir ás experiências apropriadas que irão ensinar o que precisamos aprender.

Temos a tendência de pensar de forma imediatista e chamar de karma negativo o que não gostamos no presente, mas se examinássemos um pouco mais, poderíamos ver que muitas vezes o nosso julgamento estará equivocado.

Um acidente ou imprevisto, por exemplo, pode ser visto como karma negativo a primeira vista, porém suas consequências podem nos livrar de situações muito piores e mais degradantes. Não podemos julgar os acontecimentos apenas pela ótica momentânea. Vivemos para evoluir, e o professor da vida é o karma que, através da energia de Deus, nos move para o crescimento e evolução.

Seremos forçados a enfrentar o que tiver sido objeto de nossos julgamentos, críticas, condenações, abusos, maus usos, proveitos, etc…a fim de saber o que é passar por isso para que possamos nos tornar seres verdadeiramente conscientes.

Temos muitas qualidade, que foram evoluídas por nossos méritos que construimos através da luz da razão, da compaixão, do amor e da paz. Espera-se, portanto, que possamos evoluir e superar nossas provações com toda essa sabedoria interior acumulada. Nenhuma provação é, portanto, superior a capacidade de uma pessoa de superar um lição, (a não ser pela atuação de karmas coletivos impessoais, como no caso de guerras, doenças, etc – mais informações a seguir).

Porém, caso o aprendizado não ocorra, seremos lançarmos até uma situação em que não teremos escolha a não ser aprender a lição necessária. E se não aprendermos da primeira vez, o Karma irá atuar em níveis cada vez mais profundos desta lição particular até que a assimilemos corretamente.

O KARMA POSITIVO

O Karma pode ser muito positivo, pois sua atuação é regida pelo “toda causa tem seu efeito” e “assim como semearmos, assim também colheremos”. É como um rio que corre para ambas as direções, reforçando as experiências positivas e atuando como um instrutor em nossa passagem pelas experiências mais difíceis de nossas vidas.

NOTA: Algumas filosofias apelidaram o karma positivo de “Dharma”. Claro que não há problemas em adotá-lo, mas em essência essa divisão é desnecessária, pois a palavra karma, como vimos, significa apenas “ação”, e interpretado, portanto como a “lei em ação“, pelas filosofias milenares que adotaram esta palavra. O karma, portanto, pode ser positivo ou negativo.

Se de fato seguirmos os ensinamentos do Mestre Jesus, ao dizer “assim como semearmos, assim colheremos”, podemos compreender facilmente que em nossas vidas estamos sempre plantando sementes para manifestações futuras, que todos os nossos atos estão ligados a uma consequência posterior. Não como uma imposição, mas como uma realidade.

Não é objetivo deste texto explicar a metodologia de atuação do karma, que é transmitido e armazenado no campo áurico de cada pessoa, mas em suma podemos dizer que nos magnetizamos com aquilo que trazemos ao mundo e que atrairemos de volta aquilo que emitimos.

Portanto, todos nós trazemos o magnetismo, ou radiância, de todas as boas ações e motivações puras que manifestamos em todas as nossas vidas precedentes. Logo, todos os atos de gentileza, generosidade, amor, caridade, perdão. Etc., vão florescer inevitavelmente em vidas subsequentes. Aqueles que possuem apenas a visão da vida atual, e que imaginam que a sua existência não vai além disso, costumam julgar que a vida é injusta, aleatória ou incompreensível. Amado irmão, isto não é verdade.

Aquele que deu de si com pureza de motivos e de coração, ou sacrificou sua vida pessoal pelo amor ao próximo e evolução da humanidade, porém morreu sem amigos, dinheiro ou reconhecimento de modo algum se perdeu no abismo do infinito sem reconhecimento. Isso simplesmente não faz sentido para a sabedoria das “muitas moradas na cada de meu pai”, como também expressou o Mestre Jesus (utilizo as passagens de Jesus por escrever principalmente a um país de maioria cristã, mas esses ensinamentos tanto do karma, quanto da múltipla existência da vida estão presentes em praticamente todas as escolas do saber espiritual, desde o antigo Egito, zoroastrismo, ao budismo, hinduísmo e o atual (e cristão)  espiritismo.

No caso desta pessoa que morreu na desgraça física, mesmo tendo pureza e altruísmo, havia uma lição particular que esta alma tinha que aprender ao passar por essas privações. Mas todo bem feito por nós fica registrado em nossos campos energéticos e vai atrair nas próximas existências, os frutos das boas obras realizadas.

Assim, muitos veem com sua visão limitada, que a boa sorte de uma pessoa que nasceu em “berço de ouro”, é uma injustiça, comparando a sua vida marcada pelos esforços e dificuldades. Essa pessoa obteve a sua “boa sorte” ao nascer em virtude do seu bom karma. Porque nada na vida, quando visto pela lente maior de Deus, é casual ou injusto.

E nem sempre o fato da pessoa nascer em “berço de ouro” pode ser interpretado como uma dádiva, pois a pessoa terá o livre-arbítrio para agir de forma amorosa ou egoísta. Se não se voltar ao auto-conhecimento poderá cair nas vibrações do poder, da fama e competitividade que nosso mundo atual transmite e cometer erros muito maiores que uma pessoa humilde poderia cometer. Veja por exemplo, o caso de um político rico e corrupto que tem o poder de prejudicar o sistema público de saúde de uma cidade inteira pelo nível que alcançou devido a sua “boa sorte”. O karma negativo gerado por alguém de “boa sorte”, mas que empregou essas dádivas para manifestação do sofrimento e desrespeito alheio será muito mais profundo. É a essência do ditado “quanto mais se sobe, mais alta será a queda”.

O karma é um fluxo constante que traz consigo o conteúdo positivo ou negativo gerados em situações e eventos que não podem ser percebidos com os sentidos físicos.

Aqueles que receberam do destino sorte no amor, boa saúde, beleza física e que nasceram em famílias amorosas mereceram tal realidade no âmbito de suas muitas encarnações. Porém, temos que lembrar sempre que não podemos distinguir de fato o caminho mais fácil do mais difícil. Muitos que possuem todas as dádivas da vida, podem estar passando por terríveis momentos de aflição interior, pois como diz o adágio bíblico “que aproveita o homem que ganha o mundo inteiro se ele perde sua própria alma?”

NÃO JULGUE PARA NÃO COMETER ERROS DE JULGAMENTO

O karma é uma das manifestações mais complexas de Deus em nossas vidas. O que parece positivo pode ser o caminho mais difícil. Muitos que aparentemente vivem com todos os bens que a vida pode oferecer, em verdade estão vivendo a lição de compreender como é oca e vazia uma vida que não põe os ensinamentos de Deus, do amor, da paz, em primeiro lugar. Porém, claro, há muitos que colocam o seu sucesso pessoal a serviço da evolução da humanidade, o que espero ver crescer nos próximos anos.

Desta forma, tudo que nos sucede pode ser bom ou ruim, mesmo que pareça ser impossível não afirmar a natureza do fato. Veja por exemplo um acidente. Sem dúvidas será encarado pela grande maioria como algo negativo e talvez fruto do karma negativo, porém pode se concretizar como uma verdadeira benção. Para compreender essa sabedoria, veja a seguir uma curta parábola muito precisa para melhor entendimento:

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Um casal que se sentia solitário rezou a Deus por um filho. O casal foi agraciado com o filho e começou um grande celebração.

-Vocês têm muita sorte por ter um filho nesta altura da vida, disse o vizinho.

Em lugar do pai, um sábio deu apenas a resposta: – Talvez

O tempo passo, a criança tornou-se jovem e quis um cavalo. Como tinham pouco dinheiro, os pais rezaram com fervor e sinceridade para que o filho tivesse um cavalo. Deus atendeu ao pedido. O pai se encheu de gratidão, dizendo que ele tinham muita sorte e que Deus tinha sido muito bom com eles outra vez.

E o sábio deu a mesma resposta: – Talvez

Semanas depois, enquanto cavalgava, o filho sofreu um terrível acidente. Foi atirado do cavalo e quebrou várias costelas e as duas pernas. O pai reagiu a sito censurando Deus por de repente ser tão cruel e injusto.

O sábio, que nunca se afastava muito da família, respondeu simplesmente como sempre, mostrando um meio sorriso o canto da boca: – Talvez

O filho ficou feriado, lutando pela vida, quando de repente eclodiu uma guerra. Todos os jovens da cidade foram combater nesta guerra, e como a situação era adversa, morreram todos em batalha. Enquanto isso, o filho do casal fazia miraculoso progressos em sua recuperação. O pai disse então que Deus fora muito bom ao ferir o seu dele a fim de poupar-lhe a vida.

E o sábio simplesmente deu seu meio sorriso e respondeu: – Talvez.

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Essa parábola não tem fim. Ela mostra simplesmente as correntes do karma e a nossa incapacidade de discernir o que e karma positivo e o que é chamado como karma negativo.

Sendo assim, devemos passar por nossas lições e dádivas kármicas com a maior harmonia e graciosidade possível. Veja o caso de Nelson Mandela, que após mais de 20 anos preso sai da prisão evocando o perdão, surpreendendo todos já prontos para a guerra.

E, como o meio sorriso do sábio, não julgue, mas simplesmente responda “talvez” a quem julgá-lo com ou ruim e deixe o resto nas mãos de Deus.

O Karma não traz nenhum julgamento, e deve ser visto simplesmente como a lei em ação, impelindo-nos a rumar para a sabedoria mais profunda e para a ação mais sincronizada com Deus.

Uma atitute extremamente útil para caminhar pelo karma com harmonia é ter na vida não apegos, mas preferências. Uma preferência é uma atitude de querer alguma coisa, mas ficar contente mesmo que não se consiga essa coisa. Uma atitude de apego, no entanto, deixa a pessoa desapontada, desiludida e irritada quando seus desejos não são atendidos. Ao aplicar essa atitude em sua vida, automaticamente você estará sendo guiado para vivenciar a consciência do seu Eu superior.

Quanto mais rapidamente estivermos dispostos a aprender, com tanta maior velocidade passaremos pelas lições necessárias e começaremos a vivenciar um nível cada vez mais superior de consciência. Mas antes precisamos aprender a não combater com revolta os desafios e dificuldades que nos chegam. Em psicologia, isso chama-se “aceitação”; no budismo, chama-se “não-resistência”. No hinduísmo, Sai Baba referia-se a esta como uma atitude de “acolher a adversidade”

É importante compreender que você pode, com o seu livre-arbítrio, pedir a Deus e aos mestres para acelerar a manifestação do seu karma, mas também, caso sinta-se muito exausto diante das lições da vida, pode pedir para reduzir-lhe a velocidade. Lembre-se sempre que Deus e os mestres trabalham com você em uma parceria co-criativa, onde o seu Destino é moldado pelas lições do karma e as escolhas do seu livre-arbítrio.

Quanto mais evoluímos no caminho da ascensão espiritual, mais nos envolveremos com o processo do karma em nossas vidas. Saber disso, vai ajudá-lo a ver que a tendência de sua vida, é uma tendência que você, enquanto alma, busca manifestar a fim de fazer o progresso mais eficiente. Você não é simplesmente uma vítima do passado. É co-criador do seu próprio destino, tendo criado para si mesmo com o auxilio dos mestres espirituais, as situações que trazem o melhor potencial para a sua evolução.

A paciência, a perseverança, a meditação, o estudo, a leitura e o auto-conhecimento são as chaves para alcançar as dádivas do karma, que receberemos sempre que concluirmos com sucesso nossas lições.

O KARMA COLETIVO IMPESSOAL

Há muitas forças kármicas que somos submetidos, mesmo que não façamos parte de sua causa. É o caso das guerras, as consequências das poluições humanas, doenças, catástrofes, e até mesmo atentados terroristas que submetem muitas vidas a consequências incompatíveis com seu karma pessoal, ou seja acontecimentos que não foram invocados por nós mesmos, mas pelas escolhas que moldaram o planeta de um modo geral.

Porém como a Lei do Karma se expressa por Deus, que é sempre justo, muitas das mortes físicas provocadas pelas manifestações do Karma Coletivo impessoal faz com que as lições do karma individual que seria trabalhado de modo ledo e menos dramático, seja cancelado instantaneamente, libertando aquela alma num átimo de tempo, ao invés de ser necessário muitas vidas de aprendizados.

Visualize esse cenário no caso de uma pessoa de bom coração e conduta correta, que se vê refém da guerra, onde acaba presenciando a morte trágica de todos os seus familiares e ainda sofrendo abusos e torturas antes da morte. Naturalmente, essas elevadas experiências de dor e sofrimento de uma pessoa justa e honesta, que não deveriam fazer parte do processo de karma individual dessa pessoa se acumulam dentro da alma, e essas energias irão transmutar a necessidade de passar por mais desafios negativos.

Porém, não pôde-se afirmar como certeza deste tipo de atuação para todas as pessoas submetidas ao karma coletivo impessoal, mas equivale a dizer que as leis de Deus vão corrigir e ajustar as consequências provocadas pelo coletivo na jornada evolucionária de uma alma. Ninguém sofre sem antes ter sido observado, cuidado e, em última análise, curado.

Fazer parte da humanidade é compartilhar dos erros e acertos do passado, além de se submeter as influências diversas que vão muito além da nossa atuação pessoal. Estamos todos intimamente ligados pelas causas e consequências, sejam coletivas ou individuais.

O NÃO JULGAMENTO E A LIBERTAÇÃO DO KARMA

Seja sob a ótica pessoal ou coletiva, os ensinamentos que o Karma oferece reforçam a necessidade do não julgamento. Logo, observem, aprendam, mas nunca julguem a má sorte ou boa sorte de qualquer pessoa, pois você não sabe quais as veredas da vida ela percorreu para sua situação atual.

Mas de que forma podemos então, passar por essa “mar” do karma de forma positiva? A resposta é bem simples, porém sua aplicação depende de grande empenho interior: com o máximo das nossas capacidades e numa constante sintonia com os valores de Deus, que se expressam por nosso coração quando atuamos de forma sincera e amorosa.

A intuição e o sentir são mais eficazes para compreender o karma, pois toda sabedoria oculta é trazida a luz no coração de cada pessoa. O amor, a sabedoria e o serviço aos outros (caridade) é um grande recurso de transmutação do karma, e está ao alcance de todos nós. O verdadeiro poder de cura reside sempre no interior de cada um de nós.

Reivindique o seu livre-arbítrio para superar suas lições com amor e aceitação, para assim trilhar o seu caminho de forma positiva na infinita jornada da evolução.

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FONTES UTILIZADAS PARA O TEXTO:

  • Livro “O caminho da ascensão” – Joshua David Stone (toda linha de raciocínio da apresentação do texto foi inspirada nesta obra)
  • Textos bíblicos
  • Livro “Bhagavad-Guitá”
  • Livro “As Chaves de Enoch”

 

O PODER DA NÃO VIOLÊNCIA

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“Revela a experiência, que o mundo
Não pode ser plasmado à força.
O mundo é uma entidade espiritual,
Que se plasma por suas próprias leis.
Decretar ordem por violência
É criar desordem.
Querer consolidar o mundo à força
É destruí-lo,
Porquanto cada membro
Tem sua função peculiar.
Uns devem avançar,
Outros devem parar.
Uns devem clamar,
Outros devem calar.
Uns são fortes em si mesmos,
Outros devem ser escorados.
Uns vencem na luta da vida,
Outros sucumbem.
Por isso, ao sábio não interessa a força,
Ele não se arvora em dominador,
Não usa de violência.”
 
– Poema 29 – Tao Te Ching
 
Uma guerra justa não é essencialmente melhor do que uma guerra injusta, porque ambas têm por base o ego humano, que é negativo por si mesmo. A violência é a prova da fraqueza.
Devemos transmutar essa energia destrutiva em entusiamo e ações que edificam no dia-a-dia as mudanças que queremos ver no mundo.

Como entender a “febre” Pokemon Go

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Posição atual do jogo Pokemon Go no modelo Hype Cycle, que mapeia as fases de maturidade das novas tecnologias

O que estamos vivenciando com o POKEMON GO é a chegada de uma nova tecnologia em seu ápice (foto: Hype Cycle**) .

Esta fase sempre traz um certo “caos” e surpresas, inclusive podendo influenciar o comportamento das pessoas. E sempre abre diversas especulações e possibilidades antes impensadas.

No caso do Pokemon Go, que exige deslocamento físico para jogar, o impacto é ainda mais forte e disruptivo, provocando mudanças relevantes que aumentam as críticas e os temores da sociedade. Muito já foi reportado como acidentes (veja “Dois jovens caem de penhasco jogando Pokemon Go“, segurança pública (veja “Pokemon Go faz jovens entrarem delegacia na Austrália” e “Assaltantes usam Pokemon Go para criar emboscadas“), fatos estranhos que incomodam a “normalidade” (veja ‘Pokemon go leva jogadores a caça em cemitérios e igrejas no Brasil“).

Até benefícios para doenças desafiadoras houve influência do Pokemon Go (veja “como Pokemon go transformou a vida de autista que não conseguia sair de casa“), além de ser inspiração para causas sociais (veja “Artistas e ativistas usam Pokemon Go para alertar sobre drama de crianças sírias“).

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Policiais da Austrália brincam com realidade aumentada do Pokemon Go

É importante ter em mente que o Pokemon Go apenas materializou uma tendência latente e inevitável com o avanço da tecnologia e infraestrutura de dados. Logo o Pokemon Go passará pelo ápice, sofrerá a queda inevitável e se estabilizará. Mas outras ofertas virão, inclusive fora da área de games. E, um dia, estaremos todos adaptados a esta tecnologia como sempre fizemos.

Desta forma, o melhor é se adaptar e buscar oportunidades, que deixar passar e perder o entendimento. Mais que isso, podemos buscar novas oportunidades com esta realidade nascente. Muitos empreendedores, por exemplo, já criaram negócios exclusivos para jogadores do Pokemon Go (veja “Serviço de transporte  profissional para caçar Pokémon” e “Pokemon Go vira ferramenta de marketing para verejistas“). Pesquise por “como comprar lure” no Google e use a caçada trazer seus clientes!

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Jovens de Barcelona se divertem com Pokemon Go

Desta forma, como podemos nos preparar para esta fase “turbulenta” que está apenas começando da febre “Pokemon GO”? Listei abaixo três pontos que considero importantes para quem deseja ter a “visão do todo” da situação.

1 – ACEITE

Para começar é preciso aceitar. Não adianta se revoltar e buscar apenas motivos para desmerecer e julgar quem está utilizando o jogo. Este ato não deve ser apenas com o Pokemon Go, mas sim com todas as diferenças. Algo que deve fazer parte do nosso caráter e personalidade. Aceite e dê um ponto final no julgamento. Além disso, diante da magnitude da febre, provavelmente pessoas que você ama estão se divertindo com o jogo, não desgaste suas relações por isso.

2 – ENTENDA

Após superar a etapa inicial, o melhor a fazer para se adaptar a esta nova realidade é buscar compreender o que tudo isso significa. Além de aprender noções básicas do jogo, é muito importante você assistir pelo menos um episódio do desenho, pois é nele que está a essência do sucesso do Pokemon Go (assista: “Episódio 3 – Primeira Temporada – “Ash pega seu primeiro Pokemon“).
Perceba como a realidade do desenho (da ficção, fantasia) é 100% aplicável a realidade física com o jogo. Isso é inédito. Pelo mundo até existem pessoas que se fantasiam de personagens de desenhos/filmes/seriados, mas nenhum deles conseguiu se integrar à vida real de forma tão completa como o Pokemon Go

3 – BUSQUE OPORTUNIDADES

Existem infinitas oportunidades que se abrem com o Pokemon Go. Mas, além das possibilidades de novos negócios e estratégias para lucrar é possível explorar outras oportunidades tão positivas quanto favorecer o “ganha-pão”.

Um bom exemplo é o relacionamento entre pais e filhos, que pode ser muito beneficiado com o Pokemon Go. Como o jogo exige descolamento, e lugares famosos como praças, parques, monumentos e igrejas recebem destaque, porque não combinar um pic nic no parque com caçada de Pokemons? Muitos são os exemplos de como criar para maior conexão e intimidade entre os pais e filhos com o jogo.

4- TRATE TUDO COM LEVEZA E EQUILÍBRIO

Independentemente do seu envolvimento com o jogo, se gosta ou não, se tem filhos que jogam ou não, é importante encarar tudo isso com leveza e equilíbrio, como tudo na vida. Não deixe seu estado de espírito ser atingido negativamente com tudo isso. Ao ouvir algo que para você é absurdo ou ver algo que não concorda procure encarar o desconhecido sem ser influenciado.
Não apenas com o Pokemon Go, mas viver com leveza e equilíbrio é uma das chaves mais importantes (e complexas) para o crescimento interior nos dias de hoje.

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Campanha de ONG com crianças sírias usam imagens de pokemons para denunciar situação precária das crianças do país.

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Prefeitura de Esteio aproveita o sucesso de Pokemon Go e realiza campanha para adoção de cães de rua.

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Com mais de 200.000 unidades vendidas (em produção), a Nintendo já produziu pulseira que vibra quando houver Pokemons por perto.

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Após o lançamento, Pokemon GO já ultrapassou até mesmo o Facebook em tempo de uso. Essa crescente é típica da etapa de “ápice” de uma nova tecnologia.

 

**Sobre a foto inicial: O Hype Cycle é uma metodologia desenvolvida pela empresa americana de consultoria Gartner, que define um padrão para representar as curvas de popularidade e maturidade de serviços, produtos e conceitos da tecnologia da informação. A partir dele, é possível entender com mais facilidade o ciclo de adoção de novas tecnologias pelo público e seu grau de maturidade..

‪#‎PokemonGo‬ ‪#‎HypeCycle‬

Feliz Ano Novo Egípcio e Maia! 26 de julho

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Feliz Ano Novo!
Durante 6.000 em nossa história, seria essa a mensagem desta noite de 25 de julho.

Os egípcios, maias e civilizações antigas adotavam um calendário de 13 meses e 28 dias (ciclo das fases da lua). Segundo a arqueologia, o início do calendário egípcio é marcado pelo nascer helíaco de Sírus, dia 26 de Julho.

O interessante desses estudos é que nos despertam a pergunta sobre qual o padrão de tempo que seguimos atualmente.

Criado na Babilônia, o nosso calendário gregoriano foi instituído a partir de motivações políticas/econômicas e chegou até a ter 18 meses no período Romano.

Foi Júlio César que determinou o calendário atual com os dias bissextos e o mês “Julho”, em uma auto homenagem. Mais tarde o Imperador Augusto, instituiu o 31 dias em Agosto, para se igualar aos 31 dias Julho do imperador Julho César.

O calendários gregoriano que utilizamos atualmente não segue nenhum ciclo biológico, lunar, solar ou nada que se relacione com ciclos do planeta ou universo.

Muitos defendem que essa não-harmonia com os ciclos naturais afeta a psiquê e o emocional levando a consequências negativas para a saúde.

Existem atualmente muitas pessoas que seguem outros tipos de calendários, especialmente dos Maias (veja mais em www.sincronariodapaz.org).

Existem até projetos sendo analisados pela ONU que propõem a alteração do nosso calendário para o sistemas que segeum ciclos naturais, como lunares (13 meses/28dias).

Um assunto complexo que não será concluído em um breve texto. Mas escrevo como um incentivo para refletir sobre novos pontos de vista.

Acredito que a adequação do nosso calendário será uma das transformações que precisaremos passar em novos tempos de regeneração do planeta e de nós mesmos.

Precisamos nos reconectar com os ciclos da vida. Compreender suas leis, aprender com suas lições e viver em harmonia.

Todos os esforços para deixarmos o mundo mais propício para o cultivar do sentimento mais importante da nossa evolução: O Amor.