Vitamina B12 é encontrada em plantas pela primeira vez

Para quem não come carne, sempre existiu a preocupação com a ingestão da vitamina B12, que até então, era consenso da comunidade científica que a vitamina só era encontrada em produtos de origem animal. Entretanto, um estudo de equipe de pesquisadores da Universidade de Kent (link da pesquisa), na Inglaterra, descobriu recentemente que uma erva comum, o agrião, pode ser usada para prevenir a deficiência de cobalamina (vitamina B12).

Os resultados, publicados na revista científica Cell Chemical Biology, revelam que a vitamina está prontamente disponível nas folhas de agrião após a planta crescer em um meio de desenvolvimento fortificado. Importante frisar que não são os animais que produzem a vitamina, mas sim bactérias, que são ingeridas ou vivem nos organismos dos animais. Portanto é facilmente sintetizada em laboratório sem utilizar insumos animais.

Escolheram uma escola de ensino fundamental, na qual os jovens cultivavam agrião. As plantas cresceram em um ambiente fortificado com vitamina B12, mas apenas externamente; nada foi injetado nas plantas. Após 7 dias, as folhas foram removidas e analisadas em laboratório, e a presença de B12 foi confirmada. O experimento foi repetido com outra variação da cobalamina, e, novamente, foi observada a vitamina no agrião. A absorção e transporte de B12 por plantas foi comprovada.

Anteriormente, pensava-se que o B12 fosse produzido principalmente por certas bactérias intestinais presentes em animais. “Essa descoberta pode ser uma importante maneira de enfrentar o desafio global de fornecer uma dieta vegetariana completa e nutritiva”, afirmam os pesquisadores, “um desenvolvimento valioso à medida que o mundo se torna cada vez mais livre de carne devido à expansão populacional”.

A vitamina B12 é essencial ao organismo humano. Sua deficiência pode causar dormência nos membros, dificuldades de memória, fadiga, problemas severos no sistema nervoso, dentre outros, dependendo da gravidade da insuficiência nutricional. Existem outros animais que também necessitam de B12 em seu corpo, mas os métodos de absorção são diferentes; alguns deles, como os bovinos, mantém relação harmoniosa com as bactérias de seu trato intestinal, que produzem a cobalamina, sendo mais tarde absorvida pelo seu próprio corpo. Infelizmente, o ser humano não consegue manter a mesma relação, e precisa ingerir o nutriente. As nossas bactérias produzem também a B12, mas o local de absorção em nosso cólon impossibilita a infiltração pelo que foi produzido diretamente dentro do organismo.

Talvez, em algum futuro próximo, plantas possam se tornar fontes confiáveis de vitamina B12, e a necessidade dos suplementos desapareça. A expansão de uma dieta vegetariana se torna cada vez mais viável, em qualquer situação. Os pesquisadores completam:

“uma descoberta valiosa à medida que o mundo se torna cada vez mais livre da carne”

 

Fontes:

Ônibus elétricos estão incomodando a indústria do petróleo

onibus eletrico

Os ônibus elétricos foram vistos como uma piada em uma conferência da indústria na Bélgica, sete anos atrás, quando a fabricante chinesa BYD Co. apresentou um modelo inicial.

“Todo mundo estava rindo da BYD por fazer um brinquedo”, lembrou Isbrand Ho, diretor-gerente da empresa sediada em Shenzhen na Europa. “E olhe agora. Todo mundo tem um.”

De repente, os ônibus com motores movidos a bateria são um assunto sério, com o potencial de revolucionar o transporte urbano – e somar-se às forças que remodelam a indústria de energia. Com a China à frente, fazer com que o tradicional motor a diesel, movido a fumaça tóxica, funcione com eletricidade, está começando a corroer a demanda por combustíveis fósseis.

Os números são impressionantes.

A China tinha cerca de 99% dos 385.000 ônibus elétricos nas estradas em todo o mundo em 2017, representando 17% da frota inteira do país. A cada cinco semanas, as cidades chinesas somam 9.500 dos transportadores de emissão zero – o equivalente a toda a frota de trabalho de Londres, segundo a Bloomberg New Energy Finance.

Tudo isso está começando a fazer uma redução observável na demanda de combustível. E como consomem 30 vezes mais combustível do que carros de tamanho médio, seu impacto no uso de energia até agora se tornou muito maior do que os sedãs de passageiros produzidos por empresas da Tesla Inc. para a Toyota Motor Corp.

Para cada 1.000 ônibus movidos a bateria na estrada, cerca de 500 barris por dia de combustível diesel serão deslocados do mercado, de acordo com os cálculos da BNEF. Este ano, o volume de combustível não necessário pode aumentar 37%, para 279.000 barris por dia, devido ao transporte elétrico, incluindo carros e caminhões leves, aproximadamente o mesmo petróleo que a Grécia consome, segundo a BNEF. Os ônibus são responsáveis por cerca de 233.000 barris desse total.

“Este segmento está se aproximando do ponto de inflexão”, disse Colin McKerracher, diretor de transporte avançado da unidade de pesquisa da Bloomberg LP, sediada em Londres. “Os governos municipais de todo o mundo estão sendo incumbidos da má qualidade do ar urbano. Essa pressão não vai embora e as vendas de ônibus elétrico estão posicionadas para se beneficiar. ”

A China está à frente para eletrificar sua frota porque tem o pior problema de poluição do mundo. Com uma população urbana crescente e uma demanda por energia galopante, os lendários smogs do país foram responsáveis por 1,6 milhão de mortes extras em 2015, de acordo com a organização sem fins lucrativos Berkeley Earth.

Colocando de volta
Demanda de combustível global deslocada por e-buses

Uma década atrás, Shenzhen era um exemplo típico de uma cidade chinesa em expansão que pouco pensava sobre o meio ambiente. Seu exemplo tornou-se tão notório que o governo o escolheu para um programa piloto de conservação de energia e veículos com emissões zero em 2009. Dois anos depois, os primeiros ônibus elétricos saíram da linha de produção da BYD. E em dezembro, todos os 16.359 ônibus de Shenzhen eram elétricos.

A BYD tinha 13 por cento do mercado de ônibus elétrico da China em 2016 e colocou 14.000 veículos nas ruas de Shenzhen. Ele construiu 35.000 até agora e tem capacidade para construir até 15.000 por ano, disse Ho.

Um trabalhador carrega um ônibus elétrico em Shenzhen.Photographer: Qilai Shen / Bloomberg

A BYD estima que seus ônibus tenham registrado 17 bilhões de quilômetros (10 bilhões de milhas) e economizado 6,8 bilhões de litros (1,8 bilhão de galões) de combustível desde que eles começaram a transportar passageiros pelas cidades mais movimentadas do mundo. Isso, de acordo com Ho, soma 18 milhões de toneladas de dióxido de carbono evitado, o que equivale a cerca de 3,8 milhões de carros produzidos em cada ano.

“A primeira frota de ônibus elétricos puramente fornecidos pela BYD começou a operar em Shenzhen em 2011”, disse Ho por telefone. “Agora, quase 10 anos depois, em outras cidades, a qualidade do ar piorou enquanto – comparada com essas cidades – a de Shenzhen é muito melhor”.

Conduzindo a Revolução
China: vendas de ônibus elétricos

Outras cidades estão tomando conhecimento. Paris, Londres, Cidade do México e Los Angeles estão entre as 13 autoridades que se comprometeram a comprar apenas o transporte de emissões zero até 2025.

Londres está lentamente transformando sua frota. Atualmente, quatro rotas no centro da cidade atendidas por unidades de um andar estão sendo transferidas para eletricidade. Há planos para fazer investimentos significativos para a limpeza de suas redes de transporte público, incluindo a reforma de 5.000 ônibus a diesel antigos em um programa para garantir que todos os ônibus estejam livres de emissões até 2037.

Um ônibus elétrico de dois andares da BYD Co. na exposição EV Trend Korea em Seul em 12 de abril 2018. Fotógrafa: SeongJoon Cho / Bloomberg

A Transport for London, responsável pelo sistema de transporte da cidade, se recusou a comentar este artigo por causa das regras de envolvimento com a mídia antes das eleições do governo local de maio.

Essas metas terão impacto no consumo de combustível. A rede de Londres atrai cerca de 1,5 milhão de barris por ano de combustível. Se toda a frota for elétrica, isso pode deslocar 430 barris por dia de diesel para cada 1.000 ônibus que passam, reduzindo o consumo de diesel do Reino Unido em cerca de 0,7%, de acordo com a BNEF.

Crescimento Europeu
Top-10 frotas de ônibus elétricos europeus, 2017

Em todo o Reino Unido, havia 344 ônibus híbridos elétricos e plug-in em 2017, e a BYD espera ser escolhida para fornecer mais. A empresa fez uma parceria com um fabricante de ônibus escocês para fornecer as baterias para 11 novos ônibus elétricos que atingiram as estradas da cidade em março.

Alexander Dennis Ltd., fabricante de Falkirk, começou a fabricar ônibus elétricos em 2016 e rapidamente se tornou a líder do mercado europeu, com mais de 170 veículos operando apenas no Reino Unido.

Mais trabalho está no horizonte, com a autoridade de transportes de Londres planejando uma licitação para eletrificar seus icônicos ônibus de dois andares, disse Ho.

“A tecnologia está pronta”, disse Ho. “Estamos prontos, temos nossas fábricas na China e Alexander Dennis na Escócia está preparado para a TfL. Assim que tivermos a palavra, estamos prontos para ir.

Fonte: Bloomberg 

Precisamos fortalecer as soluções no mundo!

Este modelo civilizatório em que vivemos está fadado ao fracasso, e nos levando a um processo vergonhoso de auto-extinção. Muito sofrimento, escassez, injustiças avassaladoras e inacreditáveis se amontoam. Em todas as áreas que se estuda, encontram-se recordes e marcas históricas que demonstram as consequências de nosso crescimento civilizatório exponecial de 100 anos baseado no Ego, no Poder, na Posse. Criamos desequilíbrios em tudo que fazemos no mundo e agora vivenciamos o período de ápice deste sistema que ainda rege o mundo.

Mas em outro lado, expandindo a esperança no futuro que se aproxima, estão as milhões de pessoas que já trabalham na construção de novos modelos para uma Nova Terra de Regeneração. Elas estão ouvindo o chamado e conseguindo mudar hábitos, buscar o autoconhecimento e um estilo de vida em maior harmonia com a vida no pensar, sentir e fazer.

O despertar da consciências é global e ela atua como um revolução para a sociedade. Expandindo-se de forma gradual, contínua e silenciosa, pois atua no interior de cada pessoa. Se fortalece a partir das famílias, amigos e lares até inevitavelmente tomar conta do mundo exterior e ser parte da cultura comum da sociedade. Já são muitos os que estão despertando e impondo grandes mudanças em seu dia-a-dia e nos padrões de consciência.

Mas talvez a fonte de maior esperança para o futuro está na constatação de que todas as soluções já existem para a regeneração da sociedade e dos ecossistemas destruídos de nosso planeta, incluíndo propostas para nova economia e modelos civilizatórios que favorecem a vida em sociedade. Ao pesquisar profundamente é possível encontrar proposas e modelos muito promissores para serem aplicados em nosso mundo.  Mas as soluções só se tornarão realidade se dermos atenção e oportunidade às milhares de pessoas extraodinárias que trabalham com amor e contribuem na construção de novos modelos para uma sociedade de Regeneração.

Temos a oportunidade como cidadãos do mundo e seres integrantes de Gaia de DECIDIR AGIR para a construção desta Nova Terra de Regeneração, onde haverá sintonia global para a recuperação do equilíbrio perdido pela imposição humana. Com todas as soluções, conhecimento e tecnologias que possuímos atualmente podemos regenerar o planeta em poucos anos, revertendo centenas de anos de devastação e desequilíbrios.

“Ser a mudança que queremos ver no mundo”. Mudar hábitos, comportamentos e padrões de pensamentos e sentimentos. Se livrar da mágoa, rancor e desilução e encontrar a sua essência que vibra amor, paz e sabedoria. Elevar as nossas vibrações. Esta são as mais importantes ações que podemos fazer neste período que vivemos.

Milhões de pessoas continuarão vibrando no ódio e na violência. Mas observe a sabedoria da profecia “Muitos serão chamados, mas poucos escolhidos”. Quem escolhe é você. O poder do livre-arbítrio sempre estará em nossas mãos. Temos sempre os dois lados para seguir.

Você decide fortalecer as soluções e a esperança no amanhã ou compartilhar o medo, ódio e injustiças que sofremos no mundo?

Sobre a adaptação planetária às vibrações da Nova Era

Conforme já anunciado e esperado, estamos entrando na etapa de grandes transformações físicas e psicológicas para todos que habitam este planeta.

O ciclo da atual transição planetária nos ensina que o planeta terá que se adaptar às novas frequências de energia que está recebendo.

Os fenômenos naturais atuam como “liberadores de energia”, um mecanismo de auto-regulação do planeta diante do aumento da vibração de sua matéria.

Veja um exemplo a notícia abaixo, sobre a liberação de energia elétrica em terremotos, que provoca a ionização da atmosfera, e portanto, uma espécie de Aurora boreal se manifesta. Um fenômeno relatado desde 1600.
-> http://g1.globo.com/…/o-que-eram-os-misteriosos-flashes-de-…

Pense na intensidade de energia que foi liberada para ser visto por milhões e por longo período.

Imagine a gigantesca movimentação energética ocorrendo na área dos três furações.

Tudo é vibração e frequência. Tido que afeta o globo, afeta nossas consciências. Pois tudo está conectado. Estamos de uma profunda transformação planetária, que temos o privilégio/responsabilidade de vivenciar.

Devemos buscar compreender sobre este ciclo de transmutação, mas também refletir sobre qual o nosso papel nesta mudança e como podemos contribuir e se equilibrar com essas novas motivações e propósitos que nos chegam.

Somos todos UM. Tudo que existe é Uno. Estamos cocriando o futuro com nossas decisões. Que possamos criar e fortalecer cada dia mais o caminho da Paz, do Amor e da Sabedoria.

Gratidão pelo canal.

www.jornalistadanovaera.wordpress.com

Maior explosão solar dos últimos 10 anos atinge o planeta Terra

Enquanto as atenções do mundo se voltavam para o furacão Irma, o mais forte registrado no oceano Atlântico (categoria 5), na quarta-feira (6), outro evento natural de potencial destrutivo acontecia. Contudo, ao invés do mar, ele se manifestou no #Espaço.

De acordo com o site científico estadunidense Space.com, na manhã de ontem, duas poderosas explosões solares (de radiação) foram captadas. A segunda foi avaliada como a mais destrutiva já registrada na última década.

Para termos ideia do que aconteceu, numa escala onde A é a mais fraca, seguida por B,C,M e X, a erupção foi catalogada na categoria X. Ou seja, a mais intensa desde 2006, segundo o pessoal do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos [VIDEO].

Conforme o NOAA, o episódio resultou numa grande área de apagões de sinais de rádios de alta frequência. Equipamentos em regiões iluminadas pelo sol no momento do fenômeno perderam contato por até 1 hora. A comunicação de baixa frequência, usada por embarcações, também foi afetada.

A primeira erupção (categoria X2.2) constatada às 5h10 já era a mais forte desde 2015. Porém, o evento posterior, observado três horas depois, superou todas as expectativas. Ele alcançou X9.3.

Semelhante à escala Richter para terremotos, cada letra simboliza um aumento de dez vezes na produção de energia.

Para compreender o estrondoso acontecimento cósmico captado recentemente, basta entender o seguinte: um X é dez vezes um M e 100 vezes um C, e assim por diante.

Apesar de alguns instrumentos sentirem o impacto do episódio, cientistas salientam a possibilidade de satélites, sistemas de energia e comunicação serem afetados nos próximos dias.

Rob Steenburgh, pesquisador do NOAA, disse ao Space.com, que durante grandes alargamentos solares, a estrela também pode ejetar uma nuvem de plasma energética. O evento é chamado de ejeção de massa coronal (CME).

Entretanto, ele ainda não tem certeza se a CME estava direcionada ao nosso planeta. “Foi acompanhado por emissões de rádio que sugerem que existe um potencial para um CME. No entanto, temos que esperar até obter imagens do coronógrafo que capturariam esse evento para uma resposta definitiva”, disse Steenburgh.

No momento, vale ressaltar que as falhas nos equipamentos ocorreram devido aos raios-X e UV, oriundos da explosão solar. A consequência disso foi a ionização da atmosfera terrestre, causando blecautes de rádio na parte iluminada pelo sol.

O Brasil também foi afetado pela radiação extrema. Confira o mapa. A área em vermelho mostra os países atingidos.

Ejeção de Massa Coronal confirmada

Imagens da sonda SOHO, da #Nasa, destinada a estudar o sol 24 horas por dia, identificou que a mancha solar AR2673, além de produzir a explosão, também gerou ejeção de massa coronal.

Todavia, como dito anteriormente pelo cientista do NOAA, Rob Steenburgh, mais cálculos são necessários para saber se ela foi direcionada à Terra – confira o vídeo.

 

Primeira norma técnica para cidades sustentáveis é criada no Brasil

Primeira norma técnica para cidades sustentáveis do Brasil foi aprovada e publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em janeiro, a NBR ISO 37120:2017. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC 268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 foi coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica (Poli) da USP, Alex Abiko.

Segundo o professor, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities – Indicators for city services and quality of life. “Esses indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade.”

A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A primeira norma técnica para cidades sustentáveis contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, explica Abiko.

Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Engloba indicadores de diferentes áreas, tais como: economia, educação, energia, ambiente, finanças, serviços de emergência, saúde, lazer, segurança, resíduos, transportes, telecomunicações, água, planejamento urbano etc.

Empresas
Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil.

“Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a língua portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas.

Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos subnormais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE 268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar.

“É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

FONTE: Sustentarqui

 

DINÂMICA DA REGENERAÇÃO GLOBAL – A CHEGADA DA NOVA ERA

Já sabemos de mil formas como a Humanidade pode ser destruída. Cinema, séries, jornais e até desenhos e artes retratam os infinitos caminhos da extinção, sofrimento e barbárie que podem acometer à Terra e seus habitantes.

Mas conhecemos os caminhos da regeneração? As ações e tecnologias que poderiam nos levar ao reequilíbrio como civilização? Porque devemos continuar nesta “programação” de dor, medo e escassez?

Estamos nos aproximando do ápice. Nosso planeta está no limite e nossas especialistas já não sabem o que fazer diante cenário global. (veja a ponta do iceberg em notícia de 22 de mar 2017 – Estadão: ONU confirma calor recorde e diz que clima entrou em ‘território desconhecido’ ).

Mesmo com ciclos e tendências, é inegável que a nossa atuação está prejudicando o equilíbrio da vida no planeta. E o pior é vermos nosso mundo atual como um retrato do passado. Já temos inovações e tecnologias para transformar (e regenerar) o mundo. Mas elas não recebem a atenção que gostaríamos, pois estão impedidas de florescer por ação dos “sistemas-base” da sociedade. Indústrias que movimentam o mundo, elegem candidatos e não estão interessadas em abrir mão de seus monopólios. Podemos citar como exemplos a indústria bélica (armas e explosivos), farmacêuticas (remédios e vacinas), Gás, Petróleo e Carvão.

Atualmente já sabemos que existem inesgotáveis fontes de energia limpas e sustentáveis. Apenas do Sol, a Terra recebe, em um ano, energia equivalente a quase 10 mil vezes o consumo mundial de energia. No futuro, vamos constatar incrédulos o boicote e perseguição que os inventores das novas soluções livres e renováveis sofreram ao longo da história da humanidade.

Mas neste cenário atual de expectativa e incertezas para o futuro temos que agir da forma que podemos para transmitir as novas soluções para o futuro. Mas antes devemos saber: QUAIS SOLUÇÕES EXISTEM? Sequer sabemos isso ainda!  

DINÂMICA DA REGENERAÇÃO GLOBAL

O “DINÂMICA DA REGENERAÇÃO GLOBAL” é um movimento de comunicação que tem como objetivo reunir oportunidades de práticas (cursos/vivências), conhecimentos (palestras/aulas) e informações (dados/pesquisa) sobre novas soluções e propostas para 6 áreas essenciais de uma sociedade: Transporte, Alimentação, Água, Moradia, Energia e Medicina.  

O conteúdo da DINÂMICA DA REGENERAÇÃO GLOBAL será dividido em temáticas para auxiliar na identificação dos conteúdos, e propõe a seguinte abordagem inicial sobre cada área: (por favor comente se tiver alguma sugestão de melhoria):

NOVAS SOLUÇÕES EM ENERGIA:

Parque de Geração de Energia Solar na Espanha

Geração: Formas de extrair energia de forma sustentável.

Transmissão: Métodos inovadores e soluções para energia sem fio

Armazenamento: Novas tecnologias para retenção eficaz da energia extraída. (Atualmente utilizamos o Lítio como fonte primária das baterias do mundo. Trata-se de um recurso escasso e finito, e a maior reserva de lítio do mundo está no Afeganistão. Definitivamente precisamos adotar novos materiais para realizar esta tarefa.)

 

NOVAS SOLUÇÕES EM TRANSPORTE:

Já existem diversas Propostas e soluções para o transporte público nas grandes cidades.

 

Tratar sobre as novas propostas de veículos e meios de circulação. Veículos autônomos e novos motores movidos a eletricidade ou combustível renovável. Invenções para veículos leves e transporte de cargas e passageiros, seja na terra, na água ou no ar.

 

NOVAS SOLUÇÕES EM MORADIA:

Prédios auto-suficientes e com arquitetura favorável podem abrigar milhares de pessoas de forma sustentável.

Arquitetura (design): Formas que aproveitam os elementos naturais do ambiente, como luminosidade, umidade, etc e geram melhores ambientes para convívio e aprendizado.

Engenharia (construção): Tecnologias e métodos eficientes para construção de casas, comércios e indústrias.

NOVAS SOLUÇÕES EM ALIMENTAÇÃO:

As chamadas “fazendas verticais” são propostas plausíveis para produzir alimentos orgânicos em ambiente controlado e de forma extremamente eficiente, com hidroponia e aeroponia.

Produção (agricultura): Novas propostas para geração de alimentos de forma mais produtiva usando menos recursos. Metodologias de cultivo descentralizado de alimentos;

NOVAS SOLUÇÕES PARA A ÁGUA:

Nomeado Warka Water, foi feito para recolher a umidade do ar por condensação e depositar a água até um recipiente. Constituído por uma torre de 10m, ele pode gerar cerca de 100 litros de água/dia.

Técnicas eficientes para captura e armazenamento de água em diversos tipos de ambientes, bem como formas de realizar a filtragem da água para consumo humano.

 

NOVAS SOLUÇÕES EM MEDICINA

O avanço da compreensão e manipulação do DNA está inaugurando uma nova era na medicina.

Novas propostas para diagnóstico, tratamento e realização de procedimentos cirúrgicos.


 

Vamos compartilhar todos esses conteúdos em futuros posts, e também reunir todos em uma página fixa aqui do Blog que será lançada em breve. Se você gostou desta ideia de reunir conteúdos sobre esse tema e assuntos e gostaria de contribuir de alguma forma, deixe seu comentário ou envie email para jornalistadanovaera@gmail.com.

Participe também da nossa página no Facebook para ampliar essa comunidade nas mídias sociais: facebook.com/JornalistadaNovaEra

Vamos juntos fortalecer os movimentos de regeneração e sustentabilidade para um futuro possível ao planeta. E, principalmente, termos ciência de que todas as soluções já existem. Precisamos apenas colocá-las em prática.