A sabedoria de mãe que gera, cuida e protege a vida, é a essência dos valores que somos convidados a desenvolver nesta transição de eras em que vivemos.
Sinto que a Páscoa este ano tem um significado muito profundo para nós, brasileiros. Estamos diante de uma encruzilhada entre o caminho da cooperação e esperança ou o caminho da desintegração e da violência.
Jesus, após ensinar sobre os mais altos valores de amor, justiça e fraternidade, encontrou em seu fim carnal a maior violência, humilhação e crueldade, vindas das mesmas pessoas que libertaram o ladrão Barrabás e agiam difamando, plantando mentiras e semeando a discórdia ao longo de sua missão.
Neste 4 de abril de 2021, com agravamento impensável da pandemia e o país dilacerado e sem unidade, o Brasil vivencia as consequências de alimentar e dar poder a esta força que gera discórdia, intolerância e violência, e é incapaz de gerar unidade e construir pontes para um futuro pautado pela paz, não-violência e cooperação.
Estamos vivenciando na dor as consequências de escolher nossos líderes motivados pelo medo e pela raiva, e não pela bússola dos valores e princípios do amor, da ética e da fraternidade.
E, como agravante, temos que enfrentar as lições deste inabalável “professor Covid”, que ensina que a ÚNICO caminho possível para superação é o da cooperação e do pensamento coletivo, e que não há saída no egoísmo e nem em diálogos pautados pela imposição de opiniões e não pela busca por consenso.
Precisamos urgentemente da ressurreição dos valores de Amor, Justiça e Fraternidade em nosso país. Vindas de todas as lideranças e cidadãos de nosso país. Temos que unificar, engajar e sintonizar mentes e corações para superação nacional desta pandemia que nos assola.
Que o símbolo da ressurreição de Jesus em paz e esplendor seja nosso guia e fonte de inspiração, força e coragem para realizarmos com fé inabalável as nossas missões de vida, e buscarmos a construção de um Brasil mais fraterno, cooperativo e pacífico.
A Cruz ou a Ressurreição nos aguarda. Tudo dependerá de nossas escolhas individuais e coletivas. Chegou a hora de agir e escolher o caminho para Ressurreição do Brasil.
Dói. Machuca na alma. Desperta indignação e desalento tanta dor e sofrimento que vemos no Brasil. Especialmente sabendo que muito poderia ser evitado se não tivéssemos um líder federal egoísta e irresponsável, que negou a vacina, prejudica as medidas de segurança, divide e fortalece muros ao invés de gerar união e construir pontes de entendimento.
Mas, independente deste nosso desafio doméstico, a essência do aprendizado é imutável: na vida se aprende e evolui de três formas: pela Observação (sabedoria/conhecimento), pela Aceitação (amor/compaixão) ou pela Dor (experiência direta). Sendo este último, o caminho mais efetivo, rápido e definitivo para o aprendizado, que inevitavelmente acaba por transformar toda arrogância em humildade.
Após um ano de pandemia, o “professor Covid” já mostrou a essência de seu aprendizado ao mundo: A ÚNICA SOLUÇÃO É A COOPERAÇÃO, A UNIFICAÇÃO DE AÇÕES E O PENSAMENTO COLETIVO.
Enquanto não aprendermos a trabalhar em sintonia, criando uma unidade nacional, este pesadelo ficará cada vez pior, podendo até mesmo chegar a níveis de caos social.
Dependerá de nossas escolhas.
O único caminho é a conduta responsável nossos líderes políticos, empresariais e familiares de modo alinhado com a ciência (afinal, estamos lidando com um vírus, algo biológico), e em todas as boas práticas que fizeram países como Austrália, Nova Zelândia e Taiwan e até a China já praticamente superarem e “passarem de ano” nas lições deste professor Covid, que ensina pela dor.
Na vida, enquanto uma lição não é aprendida, ela se repete de modo cada vez mais crítico. Isso, em relação ao Covid, poderia significar novas variantes do virus, novas crises econômicas, sociais, etc….o ciclo de aprendizado não tem fim até ser concluído.
Nunca vivenciamos, nesta geração, de forma tão clara e visceral o poder e consequências do livre arbítrio, a causa/efeito de atos irresponsáveis.
Até quando colocaremos nossas opiniões, crenças e interesses individuais a frente de fatos, evidencias e interesses coletivos?
Até quando seremos submissos a um lider nacional que despreza a ciência, prejudica as soluções e atenta contra a saúde de seu próprio povo, interessado apenas em seu próprio projeto de poder pessoal?
Esta na hora de agir pela unificação e superação de todos os obstáculos que nos impedem de superar os desafios impostos por este “professor Covid”.
Após quase 5 anos escrevendo e gravando vídeos sobre as “evidências da transição planetária e a nova consciência de regeneração”, senti que chegou o momento de “profissionalizar” essa atuação.
Por isso, lancei novo site WWW.JORNALISTADANOVAERA.COM.BR que convido todos a conhecer. Esta muito mais completo, com novas sessões, todos os vídeos do canal e até fórum e área de membros.
Especialmente para você que está inscrito ou é assinante deste blog, peço que se inscreva no novo site para continuar recebendo notificações de novas publicações, pois todas as publicações serão realizadas no novo site. Para se inscrever, é só se cadastrar no link: https://www.jornalistadanovaera.com/membros
Dia da consciência Negra. Dia da consciência sobre a importância da diversidade que nos une e constrói o país plural que somos. Dia de refletir sobre a luta de milhões de pessoas que apenas por sua cor de pele e sua origem sofrem violências e são obrigados a viver em condições muito desiguais, seja em oportunidades, violência ou condições humanas.
Nossa colonização, como muitas outras no mundo, foi pautada pelas atrocidades da escravidão que nos revelam os piores valores humanos de dominação pela força e pela tortura. São estas sombras do nosso passado que criam cenas e crimes terríveis como a que presenciamos bem neste dia de reflexão, com o espancamento covarde até a morte de um negro em supermercado de Porto Alegre.
Acredito no desenvolvimento pautado pelo diálogo e pela cooperação, e jamais pela imposição da força.
Precisamos ampliar a representatividade dos negros em nossa sociedade, mas também precisamos evoluir em nossa consciência para excluir todo racismo e julgamentos morais que impomos aos negros, e também ao público LGBT, indígenas e a todas minorias sociais
O diferente não deve nos separar, mas nos unir. A diversidade de opiniões e pensamentos geram decisões mais complexas, assertivas e eficientes. Acredito no direito universal de escolhermos nosso próprio destino, sem julgamentos morais ou preconceitos históricos.
A cor da pele não deve ser motivo de julgamento. Somos todos seres humanos que queremos ter dignidade para viver, com acesso a saúde, educação e respeito para sermos a versão que quisermos de nós mesmos.
Sigamos na luta por um país verdadeiramente livre! Por mais amor e tolerância, e menos ódio e ignorância.
De que adianta toda evolução tecnológica sem a evolução moral e ética?
A humanidade está na UTI colecionando insultos e líderes ineptos enquanto bilhões passam fome e ambientes inteiros são devastados.
A tecnologia e capacidade humana podem ser totalmente direcionadas para a regeneração do planeta e ao pleno desenvolvimento sustentável com decisões baseadas no equilíbrio social e ambiental e não nos poderes do capital.
Mas para esta “utopia” se tornar realidade é preciso “forçar” a transição para um novo modelo de desenvolvimento humano. Um novo modo de produção que considere mais o IDH e não tanto o PIB.
Hoje, apenas 8 pessoas possuem mais que 4 bilhões de pessoas. E amanhã? O que será se nada mudar? O destino da humanidade será como rodadas do jogo “War” nas mãos de superpoderosos “Big Brothers” como nos alertou George Orwell no livro “1984”?
Estamos trilhando a passos largos o caminho de nossa própria extinção com o funcionamento atual de nossa sociedade.
Precisamos reinventar o capitalismo para que estejamos em maior equilíbrio com os ciclos e formas de vida que sustentam o planeta e nossa própria evolução como seres humanos.
Eu vivo para ajudar nesta transição e hoje sei que não estou sozinho. Empresas, organizações e governos ja estão cientes desta encruzilhada.
Como em uma resposta imunológica em resposta a está necessidade de agir, um verdadeiro exército sem bandeiras nem insígnias se consolida nos bastidores da consciência humana para em breve se levantar em forma de novos líderes que conduzirão povos e culturas a um futuro de Paz. Em breve ficarão mais claras novas propostas e sistemas de desenvolvimento humano pautado em soluções sustentáveis e regenerativas em uma consciência de respeito e fraternidade entre humanos e o seu próprio Planeta.
Dia de finados, a lembrança e honra aos nossos antepassados que vivem e habitam em nós. A árvore da vida que evolui continuamente pelas gerações em filamentos de DNA.
Mesmo que nunca tenhamos conhecido, cada vida que nos sucedeu influencia diretamente em quem nós somos. Nossos instintos, forças e fraquezas são também resultado de múltiplas influências que carregam os dons e dificuldades de nossos antepassados.
Terapias de Consciência hoje aceitas até em hospitais e tribunais de justiça como a Constelação Familiar demonstram que as decisões, atos e personalidade de nossos antepassados refletem de forma direta em nossas vidas no momento presente. Devemos buscar ativamente a consciência e libertação dessas infuencias para melhor fluir a nossas vidas e famílias.
Tudo está conectado e o que chamamos de “Realidade” na verdade são como pálidos reflexos do que existe verdadeiramente. Existem realidades e dimensões que estão muito muito além das limitadas perceções dos olhos físicos.
Até pela ciência já se sabe que o plano físico representa apenas 3% da composição do universo em seus planetas, estrelas e asteroides. A verdadeira vida é espiritual.
Tudo que enxergamos compõem uma escola. Este magnifico planeta é apenas uma das “muitas moradas da casa do Criador” que estão a serviço da evolução infinita pautada pelo Amor e Sabedoria em livre arbítrio.
Que nesta data especial em que milhões recordam seus antepassados, possa se multiplicar toda energia de regeneração, perdão e libertação para que a humanidade se livre das fortes amarras do passado e encontre os rumos de uma evolução pela paz e a fraternidade.
Como uma magia que se manifesta, na experiência mais profunda da minha vida com a Natureza e as essências da Morte, uma linda corujinha fez sua passagem deste plano físico acolhida em meu colo, com carinhos e ao som de flauta, que tentava tocar com lágrimas nos olhos. Um misto de amor, honra e uma tristeza inevitável dos laços de compaixão e carinho intensos que se formaram em meu coração nos dois dias desde a sua aparição, até sua passagem. Uma experiência que guardarei para sempre em meu espírito, minha mente e em meu coração, e busco compartilhar de modo a eternizar os detalhes desta memória e inspirar amor no coração de quem se propor a ler.
Era domingo (21), 8h da manhã, quando acordei e, junto com meu filho Cauê de 3 anos, nos deparamos, no meio de minha sala, com uma coruja, que parecia ferida e conseguia abrir apenas um de seus grandes e lindos olhos amarelos.
Tentei entender o que acontecia…”Como ela entrou e veio parar aqui embaixo, se havia apenas uma pequena fresta aberta na janela do andar de cima?”, outro pensamento inevitável foi “Como ela sobreviveu por horas com meus dois gatos (super caçadores de pássaros) no mesmo ambiente?” Mas, enfim, por mais inacreditável que fosse, lá estava ela. Imponente, porém frágil e abatida me olhando com um único e grande olho amarelo. Minha primeira reação foi querer abrir a porta para ela sair de casa, e ao tentar chegar perto para abrir a porta, os gatos se aproximaram com interesses ameaçadores e provocaram reação de defesa, foi onde abriu suas asas revelando com toda plenitude a sua mensagem de poder e força, como a maior ave caçadora da noite.
Após fechar os gatos no quarto, retornei e pude interpretar com mais calma toda situação, especialmente a expressão da Coruja. Algo que jamais esquecerei, um olhar tão profundo em um misto de medo, apreensão, mas um certo “convite” para eu me aproximar. Essa percepção me surpreendeu e me fez sentir encorajado a tentar uma aproximação. Com calma e movimentos lentos fui chegando perto…quando toquei em suas plumas e olhei em seu olho, uma forte percepção atravessou minha alma de uma forma que simplesmente não tenho palavras para descrever. Era como se uma voz interior dissesse “ela veio se entregar a você, para encaminhar a sua morte em paz”, mas de maneira muito profunda e complexa para aqueles poucos segundos.
Toda essa energia se somou ao gesto em resposta da pequena Coruja ao meu toque. Com tranquilidade seus olhos começaram a se fechar lentamente enquanto meus dedos começavam a acariciar a sua cabeça, como em um ninar de bebê. Pude sentir o cansaço de uma baixa vitalidade que apenas os anos de vida trazem. Era uma “corujinha vovó”, como sempre dizia o Cauê.
Após este contato inicial de muita intensidade, pensei em formas de a colocar em contato com a Natureza, afinal é o habitat original de sua vida. Fique confiante nesta ideia porque não havia nenhum ferimento nas asas, nem sangues aparentes e até mesmo o olho sempre fechado estava bem cicatrizado, demonstrando ter acontecido há tempos. Ela se adaptou a viver com o desafio de ter apenas um olho. Parecia uma coruja apenas cansada com ferimentos leves não aparentes.
Levei ao jardim e tentei estimular o voo para ver sua capacidade. Mas após duas tentativas frustradas onde quase ela se feriu gravemente em quedas desgovernadas, percebi que ela não podia mais voar. Reparei também que sua cabeça se movimentava levemente para os lados de forma repetitiva e involuntária, atestando algum problema no sistema nervoso. Sem voo, sem olho, sem capacidades neurológicas sadias, sem energia para movimentações. Ela só tinha a mim. Nesta hora tive a certeza que todo sentimento inicial era verdadeiro e que o único caminho a seguir seria o acolhimento amoroso deste lindo ser da Natureza…As lágrimas nasciam enquanto a mente e o coração constatava a profundidade da missão e da jornada de encaminhar a passagem do plano físico deste lindo e magnífico animal de poder. Sentimentos de honra, responsabilidade e gratidão fizeram morada em meu coração durante todos os momentos ao seu lado.
Seguindo também os “protocolos” da mente, entrei em contato com colegas veterinários e um amigo-irmão, mestre no estudo das aves (ornitologia) em aves para transmitir e colher informações e sobre como poderia eu poderia acolher e ajudar. Descobri que se tratava de uma coruja fêmea idosa de nome Megascops choliba, conhecida como “corujinha-do-mato”, muito comum na nossa região. Uma linda vovó coruja caolha. Após observar que a excreção também estava sem sangue, constatamos que não havia nenhum ferimento interno grave. O consenso foi de que a corujinha idosa estava no caminho da morte mais abençoada que existe, na tranquilidade de um sono.
Descobri também que esta espécie dorme durante o dia em galhos de árvores, desta forma, tentando ainda oferecer alguma experiência em meio a natureza, escalei minha árvore de amoras e coloquei ela em um dos galhos. Mas após algum tempo, percebi que ela ficava com o olho atento, mas com muitos sinais de cansaço, como se estivesse tentando dormir, mas apreensiva por ter que ficar acordada. Decidi retirar da árvore. Assim que a segurei na mão, novamente a mesma reação de tranquilamente ir fechando os olhos, como se estivesse aliviada e sentindo-se segura.
Tentei dar alimento, até peguei algumas minhocas e ofereci em seu bico para comer, mas ela nunca quis se alimentar. Foi assim até o fim. Eu oferecendo, e ela simplesmente ignorando, sem nenhuma vontade ou reação. Apenas água que conseguia dar em um potinho em seu bico, mas mesmo assim com pouquíssima reação e energia. Constatei que realmente era apenas questão de tempo, e não havia nada que pudesse fazer além de acolher. Lembrei também de um ensinamento que aprendi com Chico Xavier em uma de suas declarações ao programa “Pinga Fogo”, onde ele explica que os animais idosos ou doentes, quando param de demonstrar interesse ou vontade de se alimentar, é uma demonstração do animal de que sua jornada de vida se concluiu e a morte foi aceita como caminho inevitável
Ao estabilizar em mim esse fato de que seria como um guardião de seus últimos momentos até a sua morte, procurei oferecer o máximo de carinho, tranquilidade e segurança a este lindo animal que, de alguma forma, me escolheu para essa missão. Fiquei próximo durante todo tempo, inclusive nas noites, em que dormia no chão ao meu lado, acomodada em uma espécie de ninho que preparei em um vaso de samambaia colocando folhas e pequenos galhos. Mesmo no período noturno de sua máxima atividade, a corujinha continuava cansada e apenas descansava, as vezes, abrindo totalmente os olhos e ficando observando por algum tempo.
Neste período, por sentir todo significado espiritual da experiência, procurei mergulhar em meu interior, em meditações e reflexões profundas sobre a sabedoria por trás de todo esse acontecimento. Levarei para sempre os ensinamentos interiores e as conexões que senti com este lindo animal, que me levou a expandir minha consciência para uma compreensão mais ampla sobre a sabedoria da Natureza, em seus animais e fluxos de vida, e da Morte, em seus dons e belezas ocultas.
Naquela manhã de domingo quando começou, pensei que levaria algumas poucas horas, mas toda experiência durou 52 horas, até as 12h22 de terça-feira (23), horário exato da manifestação da morte física. Até o momento final seu olho entreaberto demonstrava um movimento de abre e fecha da pupila, como uma respiração final com os olhos enquanto seu corpo manifestava com movimentos tranquilos os colapsos finais do corpo. Ao encerrar sua vida, o outro olho sempre fechado finalmente se abriu em outro lindo olho amarelo. Neste gesto final, demonstrando mais uma sabedoria da morte, que é como o abrir de olhos em outro plano. Com a morte os olhos se abrem, e não se fecham. A transformação contínua de planos de realidades.
Durante os momentos finais de despedida da “Corujinha vovó”, o Cauê estava por perto. Já vinha preparando ele desde o início dizendo que a corujinha vovó ia se despedir, pois estava muito cansada e logo iria se transformar em uma linda estrela no céu. Ele veio, sentou ao lado, conversou, quis cantar músicas e algo muito simbólico aconteceu. Bem no momento que a corujinha tinha acabado de partir ele veio trazendo duas florzinhas amarelas e colocou em cima dela. Em seguida, ele molhou as mãos no laguinho que temos no jardim e veio passar a mão em cima da corujinha enquanto falava “ahh agora está ótimo corujinha vovó. Você vai ficar bem linda e limpinha”.
E foi assim que se findou essas intensas horas que levarei para sempre. Um dia, se assim for, seremos como essa linda corujinha que se entregará para uma morte em paz. Que possamos ser acolhidos com amor neste profundo momento de entrega e compaixão de mais um ciclo que se renova na infinita jornada da vida.
——– Do fundo de meu coração, eu peço que todas as pessoas que chegarem até este momento do texto, que possam reservar poucos momentos do seu dia para sentir o imenso amor e carinho que a Natureza nos demonstram e nos envia todos os dias. Envie conscientemente amor e carinho para a Natureza. Se tiver, abrace com amor seu cachorrinho, gato ou algum outro animal de estimação que tenha em casa e, olhando no fundo de seus olhos, e envie este amor a ele e também para todos os seres da Natureza. Agradeça pelo ar, pelas águas, pelas plantas, frutas, pelos sons e pelas cores que compõem toda exuberância da vida deste nosso magnífico planeta, carinhosamente, nossa linda Gaia.
A conexão verdadeira e sincera em pensamentos e sentimentos de paz e amor com a vida que nos cerca é a verdadeira religião que pode nos ensinar sobre a sabedoria divina que existe em cada detalhe de nossa existência e nos indicar caminhos a seguir em nossa própria jornada de evolução.
Toda construção de um futuro em equilíbrio começa com a necessidade de estarmos atentos aos acontecimentos que moldam nossas decisões, desenvolvendo a sensibilidade de compreender os impulsos que nascem da mente e do coração. Pensamentos e sentimentos que são geradores do agir, falar e decidir. Por fim, são eles os construtores de nossa identidade ao mundo. Aprender a discerni-las é absolutamente fundamental para a auto percepção que revela propósitos e motivações, mas para isso é preciso treino.
Medite.
Neste mergulho interior, as percepções dos valores que norteiam a evolução humana e propiciam o entendimento do senso de fraternidade se revelam. Não é preciso Leis externas para guiar uma consciência desperta. Assim como o Amor, que não explicado pela ciência nem pela mente, porém é compreendido de forma tão verdadeira e absoluta no coração.
Precisamos dar mais valor aos acontecimentos de nosso dia a dia e as nossas próprias capacidades. Não desperdiçar horas em atividades inúteis ou procrastinatórias. Despertar de forma consciente a decisão de agir para se tornar uma pessoa melhor. Seja em escassez ou em bonanças, questionar como aperfeiçoar a si mesmo e ajudar outros a serem melhores também.
Nestes dias difíceis de transição temos que aprender a viver em constante instabilidades, e como tempos mutáveis que são, é preciso deixar morrer antigas estruturas para construir novos modelos e métodos de crescimento. Também é preciso pensar em como ajudar a cobrir os que ficarão descobertos com esses fortes ventos das mudanças necessárias.
Portanto, o mais importante é AGIR. Este é o único movimento que nos levará a construção de novos caminhos e consensos. Tirar planos do papel e agir com a certeza que podemos contribuir para a melhoria de nós mesmos e da realidade ao nosso redor. Abandonar o senso de competição e vivenciar verdadeiramente a cooperação.
Todo esse movimento exige sair da zona de conforto, ser “diferente”, ousar, arriscar, criar…atributos massacrados e perseguidos por uma cultura midiática industrial da padronização de belezas, conceitos e desejos. Então, é exigido bravura, coragem e autenticidade de todos que estão dispostos.
Para um novo tempo de regeneração ser possível, a nova geração de líderes precisará quebrar a lógica com criatividade, surpreendendo os antigos padrões não preparados para as novas complexidades de uma sociedade digital ultraconectada. Usar a favor do nosso próprio futuro toda a abundância de informação e conhecimento que temos para construir redes fortes e profundas que construam os novos modelos de um futuro de regeneração.
A maior revolução que existe é da Consciência. Não perca energia sendo contra o que te revolta. Esteja a favor do que acredita e foque na solução.
Medite nesta foto. São de escolas na Escócia. Compare com a imagem das salas de aula com carteiras enfileiradas e lousas de giz.
Em tempos de tecnologia onde a informação está amplamente acessível o que é REALMENTE importante ensinar para as crianças e jovens, a nossa futura geração?
O que precisamos aprender e ensinar para vivermos de forma mais equilibrada e autosuficiente? Qual a importância da “sabedoria” e conhecimentos oferecidos por nosso próprio planeta em suas plantas, animais e ciclos?
A Educação é a base, e ela precisa ser profundamente transformada para se adaptar a sociedade digital ultraconectada em que vivemos.
Pessoas que aprenderam em casa estão substituindo muitos com formações acadêmicas por comprovarem serem melhores em conhecimentos e realizações práticas. É cada dia menos importante possuir um diploma para conseguir um emprego.
Mas para chegar ao emprego, é preciso passar pela Educação básica, que é como uma base motivadora dos sonhos e dos projetos de vida de todos nós. Como a Educação pode contribuir para uma futura geração baseada na cooperação e não na competição?
Muitas perguntas, com respostas sendo construídas em tempo real, até mesmo agora, enquanto você lê e reflete sobre tudo isso. As soluções começam nos pensamentos.
———————— Comentário interessante feito por Aláya Dullius no Facebook: “Fui à Escócia ano passado, quando visitava a Ilha de Iona (5mil habitantes) passei em frente à unica escola local. Minha filha estuda numa escola waldorf, e por isso o jardim da escola me chamou atenção > Balanço na árvore, pneus, igual a waldorf daqui.” “Havia uma horta e muitos brinquedos de madeira, desses de escalar e brincar com o corpo. Nenhum plástico prá fabricado. A ilha não é uma comunidade humilde e o prédio da escola ao lado do jardim de infância (a casa do ensino fundamental) era bem grandinha (pro tamanho da população)